Mecanismo de Acção
04-Fev-2005
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Atorvastatina

        Trata-se de um novo inibidor da HMG-CoA redutase; este fármaco não mostrou actividade genotóxica, mas apenas atraso na mitose das células.

 

Cerivastatina

         Agente ainda em estudo, pertencente ao grupo das pirrolidonas.

          Apresenta um padrão de inibição da HMG-redutase, idêntico ao da Lovastatina, mas actua também numa outra enzima: colesterol -7-alfa-hidroxilase, diminuindo o excesso de colesterol e sais biliares na bile.

 

Rosuvastatina

         Trata-se de um inibidor Competitivo da HMG-CoA redutase,  e limita uma das mais importantes vias responsáveis pela biossíntese de Colesterol.

          A  Rosuvastatina é relativamente hepatosselectivo e, como resultado desta acção, aumenta o número de receptores de LDC-colesterol hepático melhorando, portanto, a captação e o catabolismo de LDL e o VLDL.

          As concentrações que levam a 50% de inibição HMG-CoA redutase são menores que as Atorvastatina, Fluvastatina, Pravastatina e Simvastatina, sendo esta molécula mais potente em comparação às outras estatinas.

 

Quadro 2. Estatinas: Classificação, solubilidade e potência relativa

ESTATINAS

 

Solubilidade

Potência na inib. da HMG-Redutase ( potência/mg)

1ªgeração

Lovastatina

Lipofílica

2

 

Pravastatina

Hidrofílica

2

2ªgeração

Sinvastatina

Lipofílica

4

3ªgeração

Fluvastatina

Predominantemente hidrofílica

1

4ªgeração

Atorvastatina

Lipofílica

8

 

Cerivastatina

Lipofílica

100

 

Rosuvastatina

Hidrofila

 

 

 

                       

 

 

 

                     

                     Quadro 3. Efeitos das estatinas nos Lípidos Plasmáticos

Parâmetro Lipoproteico

Atorvastatina

Cerivastatina

Fluvastatina

Lovastatina

Pravastatina

Rosuvastatina

Sinvastatina

Colesterol Total

CT - %

17-46

20-22

13-21

17-34

11-28

43-51

20-40

Colesterol das LDL

(LDL-C %)

35-61

15-31

17-31

24-40

17-35

52-63

28-45

Colesterol das HDL

(HDL-C - %)

3-12

5

3-10

5-9

3-10

10-14

5-15

Triglicerídeos

(TG-%)

10-45

12-20

1-13

2-19

10-24

10-28

10-20

  

Globalmente, e por análise do quadro anterior, verifica-se que os inibidores da HMG-redutase, reduzem o LDL-C em 15-60%, e os TGA em 10-20%, e aumentam, de forma muito variável, por mecanismos ainda não muito esclarecidos, o HDL-C em 5-15%.

A análise comparativa destes resultados, bem como a sua crítica, passa em 1º lugar, pela compreenssão de 2 conceitos fundamentais:

 

  •   Potência Farmacológica – Relaciona-se a quantidade de fármaco (mg), capaz de inibir em 50% a actividade da enzima – IC50

 

  •   Eficácia relativa – Define-se como a redução percentual máxima do LDC-C obtida com a dose máxima recomendada.

 

          De acordo com essas definições, a cerivastatina é, de entre todos os referidos até ao momento,  o inibidor mais potente da HMG-CoA redutase, mas a atorvastatina é o mais eficaz.

          Essa maior eficácia parece estar relacionada com uma inibição mais prolongada da síntese hepática do colesterol, como resultado das suas características farmacocinéticas intrínsecas, e da potência farmacológica dos seus metabolitos.

 


 

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