
Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia
e Análises Toxicológicas I
no ano lectivo 2004/05. Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e
científica do Prof.
Doutor Fernando Remião do Laboratório de Toxicologia da
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.
CONTACTOS
INTRODUÇÃO
O manganês é um dos elementos mais abundantes na crosta
terrestre e encontra-se largamente distribuído em solos, sedimentos, rochas,
água e materiais biológicos. É importante para o crescimento das plantas e em
funções vitais dos animais
superiores. O manganês tem também aplicações industriais
relevantes.
As exposições ocupacionais mais significativas ocorrem
pelos fumos e poeiras do manganês, sendo o tracto respiratório a principal via
de introdução e absorção. À parte desta via, o manganês também pode ser
absorvido ao longo de todo o intestino delgado quando veiculado na alimentação.
O manganês é um elemento que ocorre naturalmente e em
pequenas quantidades é essencial para o ser humano. No entanto, quando presente
no organismo em elevadas quantidades pode causar efeitos tóxicos a diferentes
níveis, sendo os mais preocupantes a nível do sistema nervoso central.
No sangue, o manganês encontra-se principalmente nos
eritrócitos. Em níveis mais elevados é possível encontrá-lo no fígado,
conjugado aos sais biliares. A distribuição do manganês é grande nos tecidos e
líquidos do organismo, principalmente onde a actividade das mitocôndrias é
maior. O papel do manganês é considerável na medida em que ele activa numerosas
enzimas implicadas em variados processos fisiológicos.
O manganês, com símbolo Mn, é um elemento químico do
grupo VIIb da tabela periódica, dos metais de transição. De coloração cinza
clara, quebradiço, apresenta no entanto alto grau de dureza. À temperatura
ambiente o elemento puro encontra-se no estado sólido.
Apresenta as seguintes características físico-químicas:
- peso atómico =
- densidade =
- ponto de fusão=1244ºC; ponto de ebulição 1962ºC.
Quimicamente activo, é corrosível pelo ar húmido e por
várias soluções. Apresenta boa solubilidade em ácidos inorgânicos diluídos.
Como metal, o manganês é similar ao ferro nas suas
propriedades físico-químicas. No entanto, no ambiente, o manganês aparece não
como um metal mas como um componente de uma grande variedade de minerais,
incluindo óxidos, carbonatos, fosfatos e silicatos. Os minerais mais abundantes
são a pirolusite (essencialmente dióxido de manganês) e psilomelamite e, em
menor quantidade, a rodocrosite (carbonato) e radonite (silicato).
Pirolusite (MnO2 ) Rodocrosite (CO3Mn)
De entre o grande número de compostos de manganês
destacam-se os sais: manganatos e permanganatos. O permanganato de potássio é muito
usado pelas suas propriedades oxidantes e desinfectantes. Mais de 95% do
manganês utilizado industrialmente é consumido na indústria metalúrgica,
sobretudo na redução do aço. Outros usos deste metal incluem operações
mineiras, a produção e uso de fertilizantes (sulfato), fungicidas, como
secantes em tintas e vernizes (naftenato e resinato), fabrico de pilhas secas
(dióxido de manganês), na produção de vidros, cerâmica e produtos
farmacêuticos.
O manganês tem sido proposto como um aditivo da gasolina
com o objectivo de aumentar o nível de octanas. As concentrações de manganês a
que as populações ficarão sujeitas se tal se verificar aumentará
consideravelmente.
ABSORÇÃO
Hoje em dia pouco se sabe sobre a absorção do manganês no
corpo humano. Sabe-se que esta é influenciada por certos factores como a
quantidade de hidratos de carbono ou de ião ferro consumido, a presença de
fitatos ou proteína animal na dieta humana.
A absorção do manganês no corpo humano ocorre por duas
vias: inalatória ou gastrointestinal. A magnitude de absorção é superior por
via inalatória. No entanto, devido à maior exposição ao manganês pela dieta, a
via gastrointestinal tem uma importância acrescida na maioria das pessoas.
ABSORÇÃO – VIA INALATÓRIA
A absorção após inalação é uma combinação de deposição e
do uptake das partículas depositadas. A absorção por esta via está fortemente
dependente da forma e do tamanho das partículas que contêm manganês. A
deposição de partículas no tracto respiratório inferior ocorre apenas com
partículas com diâmetro médio ≤ 10µm.
ABSORÇÃO – VIA GASTROINTESTINAL
Pensa-se que a homeostase de manganês é regulada mais
pela excreção do que pela a absorção. Contudo, o conhecimento da absorção do
manganês (em oposição à retenção) é limitado uma vez que a remoção biliar é
relativamente rápida e eficiente. No adulto normal, a absorção do manganês por
via oral é apenas cerca de 3% da dose ingerida e permanece constante, mesmo
quando esta é aumentada. O ferro e o manganês da dieta interagem de tal forma
que níveis elevados de um deles levam a uma diminuição da absorção do outro.
Assim, níveis baixos de ião ferro no organismo resultam num aumento da absorção
do manganês. Indivíduos anémicos, por exemplo, conseguem duplicar a sua
absorção de manganês. Teores elevados de cálcio também reduzem a sua absorção.
As crianças possuem uma maior capacidade de absorção e retenção do manganês
ingerido comparativamente aos adultos. Tal surge como uma consequência da
escassez deste elemento essencial nestes indivíduos, sendo este um mecanismo de
conservação para prevenir deficiências e consequentes distúrbios de
desenvolvimento.
DISTRIBUIÇÃO TECIDULAR E RETENÇÃO DO MANGANÊS
Imediatamente após a inalação de manganês, este
encontra-se mais concentrado nos pulmões, seguido do fígado, rins e baço. Os
padrões de deposição são independentes da dose administrada, assim como o
uptake para o cérebro que, sendo independente da concentração inalada, não
excede 1% da deposição pulmonar. Mesmo após inalação o manganês aparece
rapidamente e em grande quantidade no tracto gastrointestinal. Isto sugere que
os mecanismos homeostáticos, para controlar os níveis de manganês, após
ingestão por via oral também removem uma porção significativa do manganês
absorvido após exposição por inalação.
Quando a administração é feita por injecção subcutânea
verifica-se um aumento do manganês total ao nível dos tecidos, tendo este
aumento sido mais marcado ao nível do pâncreas.
Pela via gastrointestinal as quantidades de metal retidas
no organismo são substancialmente menores, sendo por isso esta via menos tóxica
que as anteriores. É de salientar que esta retenção tem maior importância ao
nível dos indivíduos jovens, nos quais apresenta maior potencial tóxico, do que
nos adultos.
CLEARANCE DO MANGANÊS
Os dados referentes à clearance do manganês nos pulmões
são altamente variáveis. Estudos em ratos indicam, por exemplo, valores de 3,5
horas para a clearance nas fêmeas e 240 dias nos machos. Nos humanos, o tempo
de semi-vida foi estimado em 68 dias para partículas de MnO2 de
0,9μm de diâmetro. Nos animais, a clearance foi caracterizada como bi- e
trifásica, apresentando inicialmente componentes de eliminação rápida e uma
segunda fase de compostos tardios.
CLEARANCE PULMONAR/GASTROINTESTINAL
A clearance pulmonar é inversamente dependente da
concentração, verificando-se uma muito menor clearance (na fase rápida ou
inicial) quando são administradas doses maiores do composto em causa. Na fase
tardia esta situação mantém-se não sendo, porém, tão acentuada.
Diferenças nas dimensões das partículas podem também
levar a diferentes tempos de clearance. Partículas de menores dimensões têm uma
clearance consideravelmente mais lenta do que partículas maiores, uma vez que
grande parte das últimas passa para a via gastro-intestinal através da
clearance mucociliar.
O tamanho das partículas de outros metais inaladas
juntamente com o manganês também é determinante para a sua clearance.
Observou-se que partículas muito finas destes metais (alumínio, titânio)
resultam em clearances muito lentas devido à fagocitose pelos macrófagos
alveolares e à translocação para o tecido pulmonar.
As partículas depositadas no tracto respiratório passam
para o tracto gastro-intestinal por translocação por acção ciliar, sendo este o
principal mecanismo de clearance da exposição respiratória. Vários estudos
demonstraram que, após inalação de partículas de um óxido de manganês em
suspensão, o ser humano transfere mais de metade para o tracto
gastro-intestinal. Geralmente considera-se a clearance pré-sistémica (ou efeito
de primeira passagem) muito importante para a aparente diferença de toxicidade
entre o manganês ingerido ou inalado. Quando ocorre ingestão, o fígado actua
retirando rapidamente o manganês do sangue, excretando-o para a bílis e
posteriormente eliminando-o pelas fezes. Grande parte do manganês inalado é
encontrado no fígado indicando que a clearance por via do tracto
gastrointestinal é essencial, também, na exposição por inalação, especialmente
para doses elevadas. O restante é, contudo, muito importante no que concerne à
sua potencial toxicidade ao nível do sistema nervoso central.
CLEARANCE NO CÉREBRO
A clearance no cérebro, o principal órgão alvo, é
extremamente lenta. Tanto a entrada do manganês neste órgão como a sua
clearance são processos muito lentos, sendo esta última menor após a
administração de doses baixas de manganês. Deste modo, uma clearance lenta (por
razões genéticas ou quaisquer outras) pode ser, pelo menos parcialmente,
responsável pela variabilidade na susceptibilidade aos efeitos tóxicos do
manganês observada em vários estudos ocupacionais. Na sua forma divalente, o
manganês encontra-se nas mitocôndrias do cérebro em quantidades bastante
reduzidas. Este elemento partilha o seu mecanismo de entrada com o cálcio, não
tomando parte, no entanto, no mecanismo de efluxo do cálcio dependente do
sódio. É por esta razão que a saída do manganês do cérebro é muito lenta, assim
como a sua clearance.
OUTROS FACTORES CONDICIONANTES DA CLEARANCE
A idade do indivíduo em causa é outro factor relevante
quando se estuda a clearance do manganês. Em indivíduos jovens, os baixos
níveis de ferro facilitam a sua retenção, em detrimento da eliminação.
Os tempos de clearance após ingestão oral estudados para
os roedores parecem ser menores do que para os humanos ou outros primatas. É
por isso necessária precaução na extrapolação dos resultados da clearance de
não-primatas para primatas.
EFEITO DA IDADE
Nos humanos, a retenção do manganês é maior nas crianças
do que nos adultos. Isto deve-se a uma maior retenção no tracto
gastrointestinal (permitindo um maior uptake gastrointestinal) e a uma
imaturidade do fígado e do sistema de excreção biliar nas crianças. Uma vez que
uma parte do manganês inalado sofre clearance por esta via, estes mecanismos
afectam também a clearance neste caso.
A barreira hemato-encefálica não está completamente
desenvolvida nas crianças por isso, durante este período, o manganês penetra
quase livremente no cérebro. Além da clearance cerebral ser mais lenta nos
indivíduos mais jovens, pode surgir, após o completo desenvolvimento da
barreira hemato-encefálica, um maior impedimento da saída do manganês deste
órgão, sendo ainda maior a bioacumulação. Estes efeitos são independentes da
concentração.
Os idosos apresentam um risco aumentado à exposição
excessiva ao manganês, devido a uma maior susceptibilidade das suas células
cerebrais para serem danificadas e a perda progressiva de neurónios, com o
avanço da idade. As vias dopaminérgicas nos gângios basais são altamente
susceptíveis à fricção neuronal relacionada com a idade. Ultrapassando a
considerável capacidade de reserva funcional, os seus efeitos adversos nestas
vias manifestam-se a longo prazo. Num dos poucos casos documentados de
intoxicação por manganês através da água, a intensidade dos sintomas aumentou
com a idade, enquanto que as crianças não foram afectadas. O mecanismo da perda
de neurónios dopaminérgicos com a idade pode ser explicado por um maior grau de
oxidação em indivíduos mais velhos do que em jovens, visto que alguns produtos
resultantes da autoxidação da dopamina são citotóxicos. Outras neurotoxinas
que, tal como o manganês, actuam no sistema dopaminérgico exercem também
toxicidade dependente da idade nos animais mais velhos, mas não nos mais
jovens.
EFEITOS DA VALÊNCIA DO MANGANÊS
Tanto o estado de valência do manganês inalado/ingerido
como a sua solubilidade podem influenciar o seu percurso no organismo. Após
administração por várias vias, o Mn2+ é rapidamente eliminado do
sangue e excretado pela bílis. Já o Mn3+, com uma menor taxa de
eliminação, pode ter uma maior tendência para acumular nos tecidos. Assim, o
estado de oxidação do manganês desempenha um papel muito importante na
distribuição diferencial e acumulação nos vários tecidos, em especial no
cérebro.
TEORIA PARA A DISTRIBUIÇÃO DIFERENCIAL DO MANGANÊS NOS
SEUS VÁRIOS ESTADOS DE OXIDAÇÃO
O manganês, normalmente Mn2+, é absorvido no
tracto gastro-intestinal. No plasma, uma porção liga-se à macroglobulina α2,
é transportado para o fígado e excretado pela bílis. Uma porção menor
(principalmente em situações de sobrecarga) é oxidada pela ceruloplasmina a Mn3+, liga-se à
transferrina plasmática e circula até aos tecidos. Este complexo atravessa, por
um mecanismo de transporte activo, a barreira hemato-encefálica, libertando o
manganês no cérebro. Quando é inalado, o Mn3+ liga-se directamente a
transferrina (no plasma, é o principal ligando para o manganês).
Apesar de terem
sido já realizados vários estudos com alguns compostos com manganês, não há
ainda conclusões consistentes no que se refere ao estado que sofre maior
bioacumulação ou maior toxicidade.
O manganês encontra-se no organismo tanto no estado
divalente (Mn2+) como no estado trivalente (Mn3+). Os
seus efeitos adversos no sistema nervoso provavelmente resultam da falência de
enzimas intervenientes no processo de detoxificação e alteração do seu
potencial de acção.
MECANISMOS PARA A PRESENÇA DE Mn3+ NO CÉREBRO
- Uptake directo de Mn3+ a partir da exposição
por inalação aos óxidos Mn3O4 e Mn2O3
(representa a maior preocupação nos produtos resultantes da combustão do MMT)
- Formação espontânea de Mn(OH)3, seguida de
um quelato Mn3+-pirofosfato extremamente reactivo na oxidação de
catecolaminas
- Oxidação do Mn2+ a Mn3+ por peroxidases
(ex. monoamina-oxidase) ou por oxigénio reactivo O2-,
ambos presentes em concentrações elevadas na substância negra.
Tanto a forma
divalente como a forma trivalente do manganês podem exercer toxicidade,
entrando no cérebro. A forma divalente pode ser tóxica na forma de Mn2+
ou ser facilmente convertida a Mn3+, a qual é capaz de destruir a
dopamina.
TRANSPORTE ATRAVÉS DA BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA
A barreira hemato-encefálica actua como principal
regulador da toxicidade do manganês no sistema nervoso central. Estão
envolvidos dois mecanismos neste processo. O primeiro envolve o transporte do
manganês por um mecanismo saturável, de capacidade limitada. O segundo envolve
o transporte de Mn3+ pela ligação a transferrina, uma proteína de elevado
peso molecular a que se liga também o ferro na sua forma trivalente. Só na
forma trivalente é que o manganês se liga a transferrina plasmática. Enquanto
que o Mn3+ derivado da combustão se encontra imediatamente
disponível para ligação e transferência, o Mn2+, no plasma, é
oxidado a Mn3+ por agentes oxidantes (ex. ceruloplasmina). A
transferrina liga-se a um receptor de superfície celular específico nos
capilares do sistema nervoso central sendo o complexo interiorizado. A
transferrina também entra nas células endoteliais do cérebro por um mecanismo
de endocitose mediado por um receptor. Uma vez que a principal função desta
proteína é o transporte do ião férrico, interessa que as áreas de acumulação de
manganês no cérebro sejam também zonas de acumulação de ferro e próximas a
zonas com grande densidade de receptores de transferrina. Desta forma, o
complexo Mn3+–transferrina é o mais provável mecanismo de transporte
do Mn3+ para o cérebro, em especial para as zonas mais susceptíveis
aos seus efeitos tóxicos. O Mn2+, depois de ser transformado a forma
trivalente, também é transportado por este mecanismo.
- dermatite
- diminuição do colesterol sérico
- diminuição dos factores coagulantes dependentes da
vitamina K
- aumento dos níveis sanguíneos de cálcio, fósforo e
fosfatase alcalina (podendo este último factor ser indicativo de uma
remodelação óssea)
- infertilidade
- diminuição do metabolismo da glucose
- diminuição do metabolismo proteico
- diminuição do crescimento e distúrbios ao nível do
esqueleto
- aterosclerose
- disfunção pancreática
- aumento da pressão sanguínea
- redução da função imune
- ataxia
- deficiência de selénio
- depressão da actividade das glândulas mamárias
- anormalidades nas mitocôndrias
De modo a prevenir síndromes desta deficiência
recomenda-se a adição de manganês a fluidos para nutrição parenteral (por administração
intravenosa), principalmente no caso de doentes prolongados.
O manganês encontra-se comercializado numa grande
variedade de formas farmacêuticas nomeadamente sais de manganês (sulfatos e
cloretos) e quelatos de manganês (com gluconato, picolinato, aspartato, malato,
succinato, citrato e aminoácidos). As doses estão compreendidas, normalmente,
entre 2 e 20mg. Não se sabe exactamente a quantidade de manganês requerida pelo
corpo humano.
A quantidade de manganês deve ser aumentada (10mg/dia)
nos casos da dieta conter teores elevados de substâncias inibidoras da absorção
de manganês. Na terapêutica para a epilepsia, inflamação ou diarreia a dose
pode ser aumentada
Função antioxidante: a
superóxido dismutase dependente do manganês é a principal enzima antioxidante
da mitocôndria. Uma vez que a mitocôndria consome mais de 90% do oxigénio
celular, esta organela é especialmente vulnerável ao stress oxidativo. O
radical superóxido é uma das espécies
reactivas do oxigénio produzidas na mitocôndria durante a síntese de ATP. A
enzima MnSOD cataliza a conversão deste radical a peróxido de hidrogénio que
pode ser reduzido a água por outras enzimas antioxidantes.
O manganês exerce um efeito de prevenção da morte em
casos de ratos irradiados mortalmente e auxilia na recuperação após
administração de doses não letais. Esta acção protectora é atribuída a acção
mimética da SOD, a facilitação de síntese de
novo da SOD dependente do manganês ou a síntese de outras enzimas
dependentes do manganês, devido ao efeito de eliminação dos radicais de
oxigénio formados durante a radiação.
Metabolismo: várias enzimas
activadas pelo manganês desempenham papéis importantes no metabolismo de
hidratos de carbono, aminoácidos e colesterol. A piruvato carboxilase, uma
enzima que contem manganês, e a fosfoenolpiruvato carboxicinase, uma enzima
activado pelo manganês, são muito importantes na gluconeogénese. A arginase,
outra enzima contendo manganês, intervém no fígado no ciclo da ureia, um
processo de detoxificação da amónia.
Desenvolvimento ósseo: o
manganês é o cofactor mais comum para as glicosiltranferases, enzimas
essenciais na síntese de proteoglicanos necessários para a formação de
cartilagem e osso.
Cicatrização: a cicatrização é um
processo complexo que requer uma produção aumentada de colagéneo. O manganês é
importante na activação da prolidase, uma enzima que fornece a prolina
necessária para a formação do colagéneo nas células epidérmicas.
Sistema circulatório: o manganês fortalece o tecido
arterial, tornando-o mais resistente à formação de trombos. Adicionalmente
ajuda também a diminuir níveis elevados de triglicerídeos e colesterol.
Função reprodutora: o
manganês é importante para a motilidade do esperma. Há um risco de malformações
fetais, incluindo danos no tubo neural, quando a mãe não possui níveis
adequados deste metal.
INTERACÇÕES COM FÁRMACOS
Antiácidos e laxantes contendo magnésio e medicação com
tetraciclinas podem provocar uma diminuição da absorção do manganês se forem
administrados simultaneamente com suplementos ou alimentos contendo manganês.
A administração simultânea de fenobarbital e manganês
(5mg/kg) previne o prolongamento da acção hipnótica do hexobarbital pelo
manganês.
Níveis tóxicos de manganês podem aumentar a
susceptibilidade dos pacientes sujeitos a tratamento com haloperidol aos
efeitos tóxicos deste fármaco.
Tem sido demonstrado que a exposição excessiva ao
manganês provoca efeitos tóxicos a vários níveis nomeadamente ao nível do
sistema nervoso central, respiratório, cardíaco e reprodutor. O sistema nervoso
central é o alvo crítico dessa exposição, uma vez que os referidos efeitos tóxicos
se manifestam neste órgão a menores concentrações do que nos outros sistemas.
Mesmo a baixas concentrações os efeitos observados no sistema nervoso central
são os mais preocupantes.
A sintomatologia provocada pelo excesso de manganês neste
sistema apresenta alguns aspectos semelhantes à doença de Parkinson. Estudos
indicam que o parkinsonismo induzido pelo manganês pode ser diferenciado da
doença de Parkinson devido à maior localização no globo pálido e estriado.
Outros factores ajudam à distinção destes dois distúrbios neurológicos:
- síndrome clínico (menor frequência de tremores e maior
frequência de distonias no manganismo)
- resposta à levodopa (somente na doença de Parkinson é
que se consegue obter uma resposta sustentada à levodopa)
- estudos de imagens por MRI e PET
- características patológicas.
SINTOMATOLOGIA
Numa fase inicial, os indivíduos afectados pelos níveis
tóxicos do manganês apresentam sintomas neuropsiquiátricos, entre os quais:
excitação psicomotora, irritabilidade, défice de memória, insónia, dificuldade
de concentração, anorexia, salivação, perturbações do discurso, diminuição da
libido e comportamentos compulsivos. Posteriormente, pode ocorrer um período
psicótico (duração de um a três meses) manifestado por alucinações, delírios e
comportamento compulsivo. Estes últimos episódios, quando ocorrem, são mais
frequentes entre os trabalhadores mineiros do que em indivíduos afectados pelo
envenenamento industrial. Este fenómeno tem sido designado de manganismo ou loucura
mangânica. Pensa-se que os danos provocados sejam reversíveis se a exposição
terminar após esta primeira fase. Numa etapa mais avançada da contaminação
verificam-se sintomas característicos do envolvimento extrapiramidal e de
distúrbios nos gânglios basais. Estes incluem perda das expressões faciais,
rigidez, bradicinésia, diminuição dos reflexos posturais e da capacidade de
discurso, tremores, distonia e hipertonia muscular. Após exposição ao manganês,
os gânglios basais, caracterizados por um intenso consumo de oxigénio e por um
conteúdo significativo de dopamina, podem sofrer disfunção mitocondrial,
deplecção dos níveis de peroxidase e catalase e desequilíbrios nos níveis de
catecolaminas endógenas. Isto tem sido atribuído à capacidade do manganês gerar
radicais livres de oxigénio citotóxicos.
Existe uma grande variabilidade inter-individual na
susceptibilidade aos efeitos tóxicos do manganês. Nalguns casos a toxicidade
manifesta-se após a exposição a alguns meses enquanto que noutros casos são
necessários anos para que tal aconteça. Além disto, alguns indivíduos com
níveis teciduais de manganês elevados podem não apresentar efeitos tóxicos, ao
passo que indivíduos com níveis de manganês aparentemente normais podem ser
afectados.
Embora a maior parte dos casos de envenenamento ocorra
por inalação, estudos com animais demonstraram um papel importante da dieta
neste processo neurotóxico.
MECANISMOS DE NEUROTOXICIDADE CELULAR INDUZIDA PELO
MANGANÊS
- Mimetização do cálcio, com reacções de substituição ou
entrada através dos canais membranares específicos para o cálcio
- Interferência com a homeostase do cálcio
- Oxidação ou autoxidação da dopamina com produção de
quinonas e radicais livres citotóxicos (que podem ser determinantes nas lesões do
sistema dopaminérgico)
- Favorecimento da formação de espécies reactivas (como
superóxido) ou radical hidroxilo
- Produção de 6-OH-dopamina e outras quinonas e
catecolaminas tóxicas (que por sua vez baixam os níveis de tióis e atacam a
dopamina)
- Diminuição dos níveis de catalase, GSH e GSH-peroxidase
- Toxicidade directa das espécies com elevada valência,
principalmente o Mn3+
Este mecanismo, incluindo a oxidação da forma divalente
do manganês a forma trivalente, no cérebro, é considerado, como já foi
referido, o principal mecanismo de neurotoxicidade para este metal. Está
demonstrado que o Mn3+ (mas não o Mn2+) provoca a
oxidação da dopamina, DOPA (o precursor da dopamina), adrenalina e
noradrenalina a quinonas, sendo o Mn3+ reduzido a Mn(OH)2.
Todos os compostos em questão possuem locais –OH adjacentes, que são,
provavelmente, o local de acção do Mn3+. Outras catecolaminas sem
esta característica não são afectadas. Com valores de pH alcalino como os encontrados
no cérebro, o Mn2+ forma, espontaneamente, Mn3+ e Mn4+,
podendo esta reacção constituir a explicação para a autoxidação da dopamina
pelo Mn2+. A oxidação da dopamina pelo Mn4+, na forma de
MnO2, é de curta duração, devido ao revestimento das partículas de
MnO2 por Mn2+ não reactivo, também formado a partir do
MnO2.
Devido ao
conteúdo natural de manganês na dieta, a via oral é geralmente considerada como
fonte primária de exposição a este metal. As necessidades diárias de manganês
não são bem conhecidas mas são, supostamente, cobertas por uma alimentação
diversificada. Deste modo, em regimes privados de alimentos energéticos
torna-se importante uma suplementação em manganês. Por outro lado dietas
vegetarianas e dietas ocidentais podem fornecer quantidades diárias de manganês
que excedem as recomendadas.
As quantidades
diárias de manganês recomendadas apresentam-se na seguinte tabela (mg/dia de
acordo com a idade e o sexo).
|
|
Idade |
Homens |
Mulheres |
|
Crianças |
0-6 meses |
0,003 |
0,003 |
|
Crianças |
7-12 meses |
0,6 |
0,6 |
|
Crianças |
1-3 anos |
1,2 |
1,2 |
|
Crianças |
4-8 anos |
1,5 |
1,5 |
|
Crianças |
9-13 anos |
1,9 |
1,6 * |
|
Adolescentes |
14-18 anos |
2,2 |
1,6 * |
|
Adultos |
19 ou mais |
2,3 |
1,8 * |
|
Gravidez |
Todas as idades |
- |
2,0 |
|
Amamentação |
Todas as idades |
- |
2,6 |
Fonte: Adequate Intake for Manganese table, Food and
Nutrition Board (FNB),
Institute of Medicine
* - As menores
necessidades de manganês na dieta das mulheres deve-se ao facto de estas
absorverem melhor o manganês comparativamente com os homens.
FONTES DE
MANGANÊS
As principais
fontes de manganês da dieta incluem cereais e produtos à base de sementes,
(derivados predominantemente de pão e farinha de trigo) nozes e chá. Outras
fontes importantes incluem vegetais (como ervilhas e batatas), frutas e vinho.
Com menos de 4% de contribuição para a ingestão diária de manganês (para
qualquer grupo etário) encontram-se os produtos lácteos e produtos à base de
carne e peixe.
|
Fonte |
mg/100g |
|
Damasco |
21,0 |
|
Aveia |
5,0 |
|
Soja |
4,1 |
|
Agrião |
4,0 |
|
Pessêgo |
2,5 |
|
Amêndoa |
2,0 |
|
Carne bovina |
1,5 |
|
Feijão |
1,17 |
|
Nozes |
0,9 |
|
Espinafres |
0,8 |
|
Banana |
0,67 |
|
Alface |
0,6 |
|
Cenoura |
0,6 |
|
Aipo |
0,38 |
|
Chicória |
0,3 |
|
Ameixa fresca |
0,1 |
Fonte: Adequate Intake for Manganese table, Food and
Nutrition Board (FNB),
INTERACÇÕES
COM NUTRIENTES
Ferro: Apesar do
mecanismo específico da absorção e transporte do manganês não ser bem
conhecido, pensa-se que este partilha com o ferro as vias de transporte e
absorção. A absorção do manganês de uma refeição diminui quando o conteúdo desta em
ferro é aumentado. Uma suplementação em ferro (60mg/dia durante 4 meses)
mostrou-se associada a uma redução dos níveis sanguíneos de manganês bem como a
uma diminuição da actividade da enzima MnSOD nos leucócitos. Os níveis férricos
de um indivíduo podem afectar a biodisponibilidade do manganês. Assim, a
absorção intestinal do manganês é maior quando há deficiência em ferro e é
menor quando as reservas deste metal são mais elevadas. O facto dos homens
absorverem menos manganês que as mulheres pode estar relacionado com as maiores
reservas de ferro nos indivíduos do sexo masculino.
Magnésio/Cálcio: Uma
suplementação com qualquer um destes elementos leva a uma diminuição da
biodisponibilidade do manganês.
Taninos: Podem reduzir
moderadamente a absorção do manganês.
Ácido
fítico/Ácido oxálico: Alimentos ricos nestes ácidos podem inibir ligeiramente
a absorção de manganês.
Na inalação:
remover a vítima do local da exposição para o local com ar fresco, administrar
oxigénio 100% humidificado e ventilação assistida, se necessário. Se houver
desenvolvimento de tosse e dificuldade para respirar, avaliar a possibilidade
de irritação de vias respiratórias, bronquite e pneumonia.
Na ingestão:
induzir o vómito em ingestão recente e substancial do metal. Se não houver
êxito realizar lavagem gástrica. O carvão activado é útil para a prevenção da
absorção. A terapia com quelante (EDTA) pode ser útil quando iniciada
precocemente e na fase inicial dos distúrbios psicológicos.
No contacto com a
pele: lavar com água corrente e sabão.
No contacto com
os olhos: lavar com água corrente durante pelo menos 15 minutos.
É sabido que o
manganês causa danos no DNA. No entanto, o potencial carcinogénico, mutagénico
e teratogénico exige uma investigação mais aprofundada.
Pensa-se que
fumar actue sinergicamente com o manganês na contribuição para os efeitos
tóxicos no tracto respiratório.
Na Salmonella enterica serovar Typhimurium
uma mutação simultânea nos dois principais sistemas de captação de Mn2+
resulta em avirulência. Isto implica que uma ou mais enzimas dependentes de Mn2+ são essenciais para a patogénese.
Susceptibilidade aumentada ao Manganês
Com base nos
efeitos neurotóxicos observados nos trabalhadores expostos estimou-se para o
manganês um NOAEL (no-observed-adverse-effect level) de 30μm/m3.
A WHO obteve depois uma guideline de 15μm/m3. Este valor
derivou de uma divisão por um factor de exposição contínua 4,2 e por um factor
de incerteza 50 (10 para a variação interindividual e 5 para os efeitos no
crescimento em crianças). Este último factor foi escolhido por analogia com o
chumbo, em que se verificou que os efeitos neuro-comportamentais se manifestavam
nas crianças com concentrações de metal cinco vezes inferiores às dos adultos.
O ajuste para a exposição contínua é considerado suficiente para uma exposição
a longo prazo, tendo em conta o tempo de semi-vida do manganês no cérebro. A
guideline deve ser aplicada como uma média anual.
Amino-ácidos: moléculas orgânicas
(contendo carbono) que funcionam como blocos construtores de proteínas.
Antioxidante: qualquer substância que
previne ou reduz os danos causados por espécies reactivas de oxigénio (ROS) ou
de nitrogénio(RNS). As ROS e RNS são substâncias químicas extremamente
reactivas que atacam outras moléculas modificando a sua estrutura química.
Ataxia: falta de coordenação
ou firmeza geralmente relacionada com um distúrbio no cerebelo, uma parte do
cérebro que regula a coordenação e o equilíbrio.
Aterosclerose (ou
Arteriosclerose): resulta da acumulação de placas de colesterol nas paredes das artérias.
Esta acumulação de placas causa um estreitamento e perda da elasticidade das
artérias.
Bile: fluido produzido no
fígado e armazenado na vesicular biliar. A bile pode depois passar através do
canal biliar comum para o intestino delgado, onde alguns dos seus constituintes
ajudam a digestão de gorduras.
Calcificação: processo de
deposição de sais de cálcio. É uma condição normal na formação óssea mas pode
ser anormal noutros órgãos.
Hidratos de carbono: são considerados
macronutrientes porque constituem uma importante fonte de energia da dieta.
Quimicamente neutros, os hidratos de carbono são compostos de carbono,
hidrogénio e oxigénio. Podem ser simples (açúcares) ou complexos (amidos e
fibras).
Catecolaminas: substâncias com uma
estrutura química específica (um anel benzénico com dois grupos hidroxilo
adjacentes e uma cadeia lateral de etilamina) que funcionam como hormonas ou
neurotransmissores.
Cirrose: condição
caracterizada por danos hepáticos irreversíveis, conduzindo a uma função
hepática anormal. Pode ter várias causas, entre as quais o consumo crónico de
álcool e as hepatites virais B e C.
Citocromo P-450: uma classe de
enzimas que desempenham um papel importante no metabolismo de fármacos e
toxinas no fígado. São também importantes na síntese de hormonas esteróides no
córtex adrenal.
Citoquinas: proteína produzida a
nível celular que afecta o comportamento das outras células. As citoquinas
actuam em receptores específicos nas células afectadas.
Colagénio: proteína fibrosa que
é a base da estrutura da pele, tendões, ossos, cartilagem e todos os outros
tecidos conjuntivos.
Colesterol: lípido usado na
construção de membranas celulares e como precursor na síntese de hormonas
esteróides. O colesterol da dieta é obtido a partir de fontes animais; mas o
colesterol também pode ser sintetisado no fígado. O seu transporte no sangue é
através de lipoproteínas (ex.: LDL e HDL). Na aterosclerose, o colesterol
acumula-se em placas nas paredes de algumas artérias.
Demência: perda significativa
das capacidades intelectuais, como a capacidade de memória, grave ao ponto de
interferir com a vida social e profissional da pessoa afectada. A demência não
é, por definição, resultante de depressão ou psicose. As suas causas são
várias, sendo a principal a doença de Alzheimer.
Diminuição da
tolerância à glucose: estado metabólico intermediário entre a regulação
normal de glucose e os diabetes.
DNA (Ácido
desoxirribonucleico): molécula longa constituída por grande número de nucleótidos.
Estes são compostos por uma base contendo nitrogénio, uma desoxirribose e
grupos fosfato. A sequência de bases no DNA permite a perpetuação da informação
genética (hereditária).
Doença crónica: doença de duração
mínima de três meses.
Doença de Parkinson: doença do sistema
nervoso central causada pela degeneração dos gânglios basais e por baixa
produção do neurotransmissor dopamina.
Doenças
neurodegenerativas: doença progressiva do sistema nervoso central, como a
doença de Alzheimer e a doença de Parkinson, caracterizadas pela perda ou
degeneração neuronal.
Efeitos tóxicos: resultado indesejável ou nocivo que decorre da acção de um agente físico
ou químico sobre um sistema biológico. Esse efeito pode ser agudo ou crónico,
imediato ou tardio, local ou geral, reversível ou irreversível. Quando dois ou
mais agentes tóxicos actuam concomitantemente, o efeito pose ser aditivo ou
potenciador.
Enzima: é um catalisador
biológico: uma substância que aumenta a velocidade de uma reacção química sem
alterar o processo geral. São de importância vital na regulação química de
células e organismos.
Epilepsia: provoca convulsões
como resultado do descontrolo da actividade eléctrica no cérebro. Pode também
provocar distúrbios do pensamento, sinais físicos ou uma combinação de
sintomas.
Espécie reactiva de
oxigénio (ROS): espécies químicas altamente reactivas, contendo oxigénio, que reagem
facilmente com outras moléculas resultando em alterações potencialmente
danificantes.
Excreção: eliminação de detritos
do sangue ou tecidos.
Exposição: estar em contacto com, ou submetido à influência de um agente patogénico,
de uma substância ou à acção desta. Em toxicologia traduz a quantidade e condições
físicas de interacção entre os organismos e tóxicos; o processo pelo qual uma
substância tóxica é introduzida em/ou absorvida por um organismo (ou uma
população) por qualquer via.
Gastrointestinal: referente a ou que
afecta o estômago e intestino (delgado e grosso).
Gluconeogénese: produção de glucose
a partir de precursores não hidratos de carbono.
Glutamato: um neurotransmissor
excitatório que, em determinadas circunstâncias, se pode tornar tóxico para os
neurónios. A excitotoxicidade do glutamato parece ter um papel importante na
morte de células nervosas em doenças degenerativas.
Hipotálamo: área na base do
cérebro que regula as funções corporais como a temperatura, a fome ou a sede.
Neurológico: que envolve nervos
ou o sistema nervoso.
Neurotóxico: que exerce toxicidade
no sistema nervoso.
Osteoporose: condição de
fragilidade óssea aumentada e maior susceptibilidade à fractura devido a perda
de densidade mineral óssea.
Remodelação óssea: processo contínuo de
renovação óssea que inclui reabsorção e formação óssea. Ocorrendo desequilíbrio
aumenta a fragilidade do osso podendo levar à osteoporose.
Síntese de novo: formação de uma
molécula essencial a partir de moléculas precursoras simples.
Sistema nervoso
central (SNC): o cérebro, espinal medula e nervos medulares.
Stress oxidativo: quando os efeitos
oxidativos que afectam um organismo excedem a capacidade neutralizante dos seus
sistemas anti-oxidantes.
Toxicidade: qualidade de uma
substância que pode envenenar um ser vivo.
Tóxico: composto que provoca
intoxicação no organismo.
Xenobiótico: substância estranha ao organismo.
Casarett e
Dolls – Toxicology, the basic science of
poisons. Curtis D. Klassen, 6ª Edição;
Mc.Graw Hill, 2001
http://lpi.oregonstate.edu/infocenter/minerals/manganese/
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