A Acroleína é uma substância encontrada hoje em dia no meio ambiente principalmente nas cidades e zonas mais industriais e é por isso um importante poluente irritante para as vias respiratórias. Estudos realizados mostram que as concentrações de Acroleína encontradas no meio ambiente são superiores ao valor de REL (Reference Exposure Level) crónico que é de 0.06microgramas/m3.[25]
Efeitos no ser humano:
O maior impacto
da Acroleína nas crianças relativamente aos adultos tem como base o facto de a
Acroleína ser capaz de exacerbar o fenómeno asmático. Apesar de não existirem
ainda estudos in vivo em humanos que liguem a Acroleína à Asma, os
estudos in vitro demonstram um suposto mecanismo de ligação.[25]
Em 1999, Roux et al. comprovou que a reacção do tecido isolado das vias respiratórias de pacientes não asmáticos à sensibilização passiva era sinérgica à exposição prévia a Acroleína. Ou seja, a exposição à Acroleína leva ao aumento da reactividade do músculo liso brônquico humano quando na presença de agonistas específicos ou não específicos.[25]
No caso dos doentes asmáticos, o que os ensaios in vitro demonstram é que a pré-exposição do tecido a concentrações de Acroleína na ordem dos 0.3 microMolar levou ao aumento significativo da resposta máxima contráctil a um antigénio específico.[25]
O fenómeno
inflamatório inerente à asma resulta numa hipersecreção de muco ao nível
brônquico. A observação do efeito da Acroleína na expressão do gene da
glicoproteína do muco das vias respiratórias evidenciou que:
a Acroleína actua directamente nas células epiteliais aumentando os níveis de mRNA da glicoproteína do muco;
actua também indirectamente através do aumento da libertação de mediadores inflamatórios.
Efeitos
em animais:
Estudos in vivo em animais mostram que a Acroleína:
· Induz a hiperreactividade brônquica;
· Aumenta a resistência pulmonar;
· Áumenta os níveis de Leucotrienos sulfidopeptidos (LTC4) que são mediadores lipídicos broncoconstrictores;
· Induz a hiperplasia e metaplasia das células produtoras do muco na superfície epitelial e no lúmen das vias respiratórias.[25]
Toxicidade respiratória:
A exposição crónica de animais de experiência à Acroleína resulta em:
broncopneumonia;
lesões obstrutivas nas vias respiratórias de pequeno e grande diâmentro;
alterações histológicas a nível nasal com aumento de agregados linfóides da submucosa;
rinites;
lesões pulmonares;
necroses epiteliais das regiões peribronquiolares e bronquiolares;
hemorragias;
hiperplasia e metaplasia do epitélio respiratório e
outras alterações inflamatórias diversas.[25]
Mutagenicidade:
O metabolito da acroleína, gliceraldeído epóxido, é muito reactivo e é comprovadamente mutagénico e carcinogénico em ratinhos e outros animais de experiência. Desta forma, a acroleína é considerada como possivelmente carcinogénica humana.[25]
(Ver artigo "Toxic Air Contaminants - Children’s Environmental Health Protection Act")
Curiosidade:
Dogpoisonign:
Os cães podem sofrer envenenamento por acroleína se ingerirem o óleo ou a
gordura sobreaquecida. Os recipientes de fritura de gorduras e óleos que não
são devidamente limpos, assim como o uso de óleos já previamente utilizados e
aquecidos são fontes perigosas de acroleína. Os sintomas do envenenamento dos
cães por acroleína são: temperatura elevada, dificuldade em respirar,
membranas e mucosas azuladas, colapso e morte.[26]
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