Incertezas, dúvidas e controvérsias acerca dos riscos

 · Em baixas doses, a acroleína inibe a proliferação celular sem, contudo, causar morte celular podendo no entanto, potenciar apoptose por toxinas secundárias; em doses maiores pode levar a necrose directamente. Embora a toxicologia aguda da acroleína seja extensivamente investigada, tanto em animais como em culturas celulares, pouca informação existe sobre os efeitos moleculares deste aldeído reactivo. É possível que o decréscimo mediado pela acroleína na proliferação celular seja causado por mudanças efectivas na expressão de um ou mais genes relativos ao crescimento ou stress, ou por mudanças nos factores de transcrição secundários a uma redução na glutationa (GSH), que é rapidamente esgotada após tratamento com acroleína. É manifesto que a activação dos factores de transcrição, factor nuclear Kappa B (NF-KappaB)  e proteína activadora 1 (AP-1) possam ser inibidos pela acroleína.[1][6](ver artigo “Acrolein causes inhibitor kB- independent decreases in nuclear factor kB activation in human lung adenocarcinoma (A549) cells”)[32] 

·                 Como já referido, e segundo bibliografia consultada, a acroleína não é classificável quanto à sua carcinogenecidade em humanos, uma vez que não existe informação clara neste domínio. Porém, as incertezas que se levantam são muitas, como as decorrentes da leitura do artigo anexo (Grafstrom RC et al; Cancer Res 48 (7) : 1717-21 (1988)) em que é comprovada a carcinogenecidade em células epiteliais brônquicas humanas in vitro. “… A acroleína é genotóxica e responsável por quebras em DNA de cadeia simples e por ligações cruzadas em DNA proteico em células epiteliais brônquicas humanas. Os resultados indicam que a acroleína causa severos efeitos citopáticos relacionados com carcinogénese multifásica no epitélio brônquico humano.". [31]

Fica assim por provar este possível efeito, agora in vivo!

 

 

 

 

 

 

 

 

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