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O
que é ?
Acroleína
( também designada como acraldeído,
acrilaldeído, aldeído
acrílico, aldeído alílico,
propenal, 2-propenal) [4][17]
[3]
Ver: Propriedades
físicas
[5]
-
A
acroleína é um aldeído α,β-insaturado
altamente electrofílico [1]
que se apresenta sob a
forma de líquido transparente ou amarelo com um odor[4][5][6][11]
-
É
muito inflamável e pode
polimerizar.[5][6][17]
-
A
acroleína pode ser encontrada no ar, na água e
em solos vizinhos de locais usados como depósitos de resíduos perigosos se
não devidamente armazenados.[6] Assim, a acroleína
deve ser acondicionada numa área fresca, seca e bem ventilada em
contentores selados separados de materiais alcalinos como os cáusticos, amónia,
aminas orgânicas e de ácidos minerais,
oxidantes fortes e oxigénio com os quais apresenta incompatibilidade.[5]
Apesar de poder ser encontrada na água de superfície e no solo, a acroleína
é rapidamente evaporada ou inactivada por ligações
a materiais no solo, sendo assim improvável que prevaleça muito tempo no
ambiente, ou seja, persistência ambiental não é esperada![6][17]
Como a acroleína
entra no ambiente?

-
A
acroleína é principalmente usada como biocida
no controlo da fauna e
flora aquáticas.[2][5][6]
-
Tem sido usada também na manufactura de outros químicos (ex:
ácido acrílico, DL-metionina…).
-
Como
“agente de aviso” em gases.
-
Como
gás teste para máscaras de gás.
-
Em
altas concentrações em gases venenosos de uso militar – “armas químicas”.[5][6][7]
-
Na
manufactura de metais coloidais.
-
Na
tanagem do couro.
-
Como
agente fixante em histologia.[4][5][8]
Daqui advém
também a sua reconhecida importância em termos económico/sociais!
-
Pequenas
quantidades de acroleína podem formar-se e
entrar no ar quando matéria orgânica como árvores e outras plantas
(incluindo tabaco!) são queimadas bem como quando combustíveis como a
gasolina e óleo são queimados também.[6]
-
A
acroleína é também formada em incêndios de edifícios
em concentrações que podem ser fatais para os
ocupantes!
-
É
também encontrada acroleína naturalmente no
nosso organismo, em muito baixas quantidades, como resultado da peroxidação
lipídica.[6]
Curiosidade:
A
acroleína foi um gás usado na I Grande Guerra como arma química sob o nome de
código Papite. A sua função principal era actuar como gás lacrimogéneo
e como irritante dos pulmões, ainda que em grandes concentrações pudesse
tornar-se tóxico. Era disparado em projécteis de artilharia e granadas de mão,
mas a sua falta de estabilidade química fazia com que fosse difícil armazená-lo,
pelo que foi pouco usado em combate.
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