TOXICIDADE VASCULAR INDUZIDA PELA ACROLEÍNA

            Apesar da acroleína ter sido associada à alteração da reacção vascular e à aterosclerose o mecanismo preciso de toxicidade vascular ainda não é conhecido.

O estudo realizado por Z. Yousefipour et al. (2005) teve como objectivo investigar o possível envolvimento de ROS na alteração cardiovascular induzida pela acroleína.[27]

Verificou-se que a acroleína levou a um aumento na peroxidação lipídica; produziu um aumento na pressão sanguínea associada a uma diminuição do NO disponível; induziu uma diminuição dos valores de cGMP e ainda levou a um aumento das enzimas de destoxificaxação GST e GST-Px. [27]

O aumento da peroxidação lipídica como resultado do stress oxidativo é um processo conhecido como estando envolvido na patogénese das doenças cardiovasculares.[28] Após o tratamento com acroleína verificou-se um aumento nos níveis de radicais livres de oxigénio pela formação de glutationil propionaldeído.  Estes radicais livres acabam por atacar proteínas e também o ADN levando à toxicidade celular da acroleína.[6][17][27]

A acroleína aumenta a actividade da glutationa S-tranferase (GST) que é um dos mecanismos de destoxificação do organismo. Uma vez que a glutationa é usada para a conjugação dos xenobióticos e para remover radicais livres, os níveis tóxicos de acroleína estimulam a indução da actividade da GST levando à deplecção dos níveis de GSH, aumento da enzima Superóxido dismutase e decréscimo da catalase e Glutationa Peroxidase. isto leva a um claro desiquilíbrio das defesas antioxidantes a favor do stress oxidativo causando danos directos na vasculatura devido à acumulação de radicais livres.[6][17][27]

 

 

 

 

 

 

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