Talidomida

     DA TRAGÉDIA AO FUTURO  PROMISSOR

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Analogos

Analogos

           A redescoberta da talidomida aumentou o seu uso experimental em inúmeras doenças oncológicas e em doenças com carácter inflamatório. As suas propriedades despertaram o interesse no desenvolvimento de compostos análogos que possuíssem as suas propriedades imunomoduladoras sem no entanto provocarem os seus desastrosos efeitos secundários.[6,24]          

           

           Recentemente inúmeros compostos foram desenvolvidos e surgiu uma nova classe de fármacos que divide-se em dois grupos: no primeiro temos os ImiDs (Immunomodulatory Imide Drugs) que inibem o TNF-a, a IL-1, IL-6, IL-12 e estimulam a produção de IL-10, e no segundo, temos os SelCiDs (Selective CytokineInhibitory Drugs), que apresentam também potente acção inibidora do TNF-a mas actuam de forma mais selectiva não afectando a produção de outras citoquinas.[24]

 

           

             Na classe dos IMiD’s o fármaco mais representativo é a lenalidomida.[6]

 

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            Esta nova classe de fármacos apresenta as propriedades imunomoduladoras e anti-angiogénicas da talidomida cerca de 50000 vezes potenciadas, e a aparente ausência dos efeitos teratogénicos fazem com que constituam uma promessa no tratamento do cancro.

 

            Estudos experimentais evidenciam que a lenalidomida não é teratogénica nos coelhos, que é uma espécie sensível aos efeitos da talidomida.

           

            Os IMiD’s representam compostos de segunda geração com novos mecanismos na acção anticancerígena, e com grande potencial terapêutico devendo a sua farmacologia ser confirmada nos ensaios clínicos de fase II e III que decorrem.[6,24]

 


 

 

 

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