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DA TRAGÉDIA AO FUTURO PROMISSOR
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InteracçõesOs únicos fármacos que sistematicamente são avaliados quanto a possíveis interacções com a utilização da talidomida são os contraceptivos orais, e não têm demonstrado qualquer tipo de interacção significativa.[16] Contudo, são necessárias precauções adicionais com fármacos que interfiram com os contraceptivos orais, aquando do tratamento com talidomida devido ao seu elevado risco teratogénico. A associação de inibidores da HIV-protease, griseofulvina, fenitoina, rifabutina, carbamazepina, etc., com agentes contraceptivos hormonais pode reduzir a eficácia da contracepção até um mês após a interrupção da terapêutica. Alguns antibióticos, como as penicilinas, cefalosporinas e tetraciclinas, também podem diminuir a eficácia dos contraceptivos. Pelo que, sendo o tratamento com um ou mais dos fármacos mencionados necessário, é obrigatório o uso de outros métodos contraceptivos que sejam eficazes.[31,37]
Estudos em animais sugerem que a talidomida potencia os efeitos sedativos dos barbitúricos, do álcool, da clorpromazina e da reserpina.[3,16,31,35]
Os estimulantes do sistema nervoso central parecem contrariar os efeitos depressivos da talidomida.[16]
A talidomida deve ser utilizada com precaução quando associada a fármacos que causam neuropatia periférica (por exemplo: cisplatina, alcalóides da vinca, etc.).[31,35]
A acção da histamina, serotonina, acetilcolina e das prostaglandinas, pode ser antagonizada pela utilização da talidomida.[3,35]
A presença de problemas clínicos também pode afectar o uso da talidomida. Por exemplo, a talidomida pode piorar vários quadros clínicos: o baixo número de células brancas no sangue, epilepsia ou neuropatia periférica.[3]
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Copyright 2005 @ Lúcia Teixeira e Luciane Ferreira