Talidomida

     DA TRAGÉDIA AO FUTURO  PROMISSOR

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Toxicidade

        As malformações congénitas causadas pelo uso da talidomida constituem um dos episódios mais dramáticos da história da farmacologia. Ao longo de décadas várias individualidades e organizações têm usado este trágico episódio para ilustrar que os que testes realizados em animais são ineficazes, apontando que os extensos ensaios em animais não revelam o potencial teratogénico dos fármacos no Homem. Contudo, segundo Rowan essa ideia está errada. “O facto é que a talidomida não foi testada adequadamente, e após a tragédia, as Autoridades responsáveis pelo registro dos fármacos em todo o mundo aumentaram de imediato as suas exigências no que diz respeito aos testes em animais.” (Rowan, 1984)

 

        Relatos revelam que 4 anos após a entrada da talidomida no mercado, quando interrogada acerca da possibilidade da talidomida quando administrada a mulheres grávidas atravessar a placenta, a Chemie Grünenthal, respondeu que não possuía os conhecimentos necessários para responder à pergunta porque “os testes necessários não foram realizados”.

 

        Vários factos apontam para que este fármaco não tenha sido convenientemente testado e só após a tragédia, as autoridades mundiais tenham se preocupado no rigor e na necessidade de o testar convenientemente. Esta tragédia mundial revela a necessidade de um apertado e extenso sistema de testes na produção de novos fármacos. [44]

 


 

 

 

Copyright 2005 @ Lúcia Teixeira e Luciane Ferreira