Sinais e sintomas:

 

    As manifestações clínicas resultantes da intoxicação por rícino dependem não só da dose mas também da via de exposição (4,10,23).

 

    Ingestão: A toxicidade do rícino quando ingerido pode ir de ligeira a severa podendo progredir para a morte. A instalação dos sintomas gastrointestinais ocorre 1-4 horas após a ingestão e a morte pode ocorrer entre as 36-72 horas seguintes. No envenenamento por ingestão podem manifestar-se os seguintes sintomas: (3,4,7,9,10, 13,15,16,22,23,24,29)

        - Vómitos,

        - Dor abdominal

        - Diarreia sanguinolenta ou não;

        - Desidratação ligeira ou severa;

        - Depleção de fluidos e electrólitos;

        - Múltiplas ulcerações e hemorragias da mucosa gástrica e intestino delgado detectadas por endoscopia;

        - Fraqueza,

        - Sintomas do tipo “influenza-like”: febre, artralgia e mialgia

        - Convulsão

        - Hematúria

        - Hipotensão

        - Choque hipovolémico

        - Falha renal e hepática;

        - Falha cardiovascular;

        - Morte

 

    Inalação: Embora existam poucos dados acerca do envenenamento por inalação de rícino em humanos, as principais manifestações clínicas são (3,4,7,9,10,13,16,21,23,24,29):

        - Tosse;

        - Depressão respiratória;

        - Broncoconstrição;

        - Edema pulmonar;

        - Cianose;

        - Náusea;

        - Diaforese excessiva;

        - Fraqueza;

        - Sintomas do tipo “influenza-like”: febre, artralgia e mialgia  

          (geralmente 4 a 8 horas após a exposição por inalação)

        - Hipotensão;

        - Falha respiratória;

        - Falência orgânica;

        - Morte;

 

    A exposição repetida e prolongada a níveis sub letais da toxina resultaram em síndrome alérgico com congestão do nariz e da garganta; prurido ocular e lacrimejo; urticária; constrição no peito e respiração ofegante.

 

    Parentérica (Injecção): (3,6,9,13,16,29) Também neste caso os dados em humanos são limitados. Apenas num único ensaio em humanos em que se usaram baixas doses de rícino intravenoso ocorreram sintomas do tipo influenza-like (febre,fadiga e mialgia).

 

    Dos poucos casos clínicos descritos, em que os indivíduos foram submetidos à injecção subcutânea de rícino, as manifestações clínicas incluíram:

        - Náusea;

        - Fraqueza;

        - Tonturas;

        - Mialgia;

        - Anúria e hipotensão;

        - Dor no local da injecção;

        - Febre e vómitos;

        - Falha hepática, renal e cardiorespiratória;

        - Falência orgânica;

        - Morte.

 

    Os efeitos fatais sistémicos do envenenamento por rícino podem ocorrer nas 36-72 horas após a exposição; Quando a morte não ocorre entre 3-5 dias, geralmente o paciente recupera (4,7,24).