Foi a recente notícia do Jornal Notícias, que nos chamou a atenção para a ecstasy (3,4-metilenodioximetanfetamina, MDMA).
Esta droga de síntese, pertencente à classe das fenilaminas, é sem dúvida um tema muito actual e que envolve as gerações mais jovens da nossa sociedade.
O facto de ser também um tema de estudo na nossa faculdade foi preponderante para a nossa escolha.
Mais do que um mero trabalho académico, pretendemos com esta exposição despertar a atenção de todos para este problema que nos toca muito de perto, directa ou indirectamente.
Apesar do consumo em larga escala de MDMA, os casos de intoxicação aguda são relativamente raros. No entanto, quando surgem complicações pode haver um sério comprometimento da vida.
Continuam por responder muitas questões relacionadas com a fisiopatologia e com a farmacologia dos efeitos tóxicos provocados pela MDMA.
O consumo de MDMA afecta vários sistemas neuroendócrinos e os efeitos secundários dependem de um conjunto de factores tanto ambientais como farmacogenéticos.
Alguns autores sugerem também a possibilidade de ocorrência de lesões permanentes na nível das vias metabólicas da serotonina em consumidores de ecstasy embora tal ainda não esteja provado.