Advertências e Precauções [3;8;17;37]

· Não fumar durante o tratamento, pois o tabagismo diminui os níveis sanguíneos de alprazolam.

· Tolerância: pode ocorrer alguma diminuição da eficácia do efeito de alprazolam após o uso repetido ao longo de algumas semanas.

· Dependência: o uso do alprazolam pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica. O risco de dependência aumenta com a dose e duração do tratamento; é também maior nos doentes com história de alcoolismo ou de toxicodependência. No entanto, também há risco de dependência mesmo após um curto prazo de utilização de alprazolam nas doses recomendadas.

·   Quando se desenvolve dependência, a interrupção brusca pode ser acompanhada por síndrome de privação manifestando-se através dos sintomas referidos anteriormente. Por isso, a utilização prudente e a redução gradual são necessárias.

·   A interrupção ou redução da dose abrupta pode originar convulsões. O risco de convulsões parece ser maior nas 24 a 72 horas após a retirada do fármaco.

· Sintomas interdose: sintomas de síndrome de privação podem também aparecer no intervalo entre as doses tais como ansiedade matinal e outros sintomas que foram relatados em doentes com transtorno de pânico. Estes sintomas podem reflectir o desenvolvimento de tolerância ou então que o intervalo entre as tomas é maior do que o tempo de acção terapêutica. Nestes casos recomenda-se dividir a dose diária em mais administrações por dia.

· Amnésia: o alprazolam pode induzir amnésia anterógrada. Isto ocorre, mais frequentemente, várias horas após a ingestão do fármaco. Para reduzir este risco, o doente deverá dormir 7 a 8 horas ininterruptas.

· As benzodiazepinas não devem ser administradas isoladamente no tratamento da depressão ou da ansiedade associada à depressão, pois podem levar ao suicídio.

· Mania: foram descritos episódios de mania e hipomania em doentes com depressão que tomam alprazolam.

· Lactantes: a lactação não deve ser efectuada por mães que consumam alprazolam, pois este é excretado no leite, havendo o risco do bebé perder peso e ficar com letargia.

· Doentes com insuficiência respiratória crónica: a dose deve ser mais baixa, devido ao risco de depressão respiratória. Há casos raros de doentes com doença pulmonar crónica que morreram logo após o inicio do tratamento.

· Doentes com insuficiência hepática grave: o alprazolam está contra-indicado pois há risco de desenvolver encefalopatia.

· O alprazolam deve ser usado com precaução em doentes severamente deprimidos com pensamentos suicidas. Nestes não se deve permitir o acesso a grandes quantidades de fármaco.

· Doentes com perturbações de pânico têm sido associados a estados depressivos, e a um aumento de suicídio. Portanto deverão tomar-se precauções ao utilizar doses elevadas de alprazolam nestes doentes.

· Deve ter-se especial atenção às funções renal e hepática para evitar a acumulação de fármaco.

· O tratamento deve ser constantemente monitorizado para avaliar a resposta ao alprazolam, e verificar se há necessidade de alterar a dose (aumentar, diminuir, ou descontinuar).

· Doentes que efectuam um tratamento prolongado são aconselhados a fazer análise químicas laboratoriais periódicas (ao sangue e urina).

· O doente deverá praticar métodos alternativos para ajudar a controlar a ansiedade (redução do stress, aconselhamento).

Informações importantes para o paciente

Para assegurar uma utilização segura e efectiva de alprazolam, os médicos devem informar ao doente o seguinte:

·   O alprazolam deverá ser utilizado apenas com prescrição médica! Este nunca deve ser tomado sem consentimento médico, nem compartilhado por outras pessoas ou comprados fora da farmácia (na internet) pois não há garantias de segurança e qualidade.

·   O doente deve seguir a terapêutica prescrita. Nunca deve parar ou aumentar a dose sem primeiro se informar com o médico.

·   Ler o folheto informativo antes de administrar o alprazolam.

·   Não tomar alprazolam se este for contra-indicado.

·   Não tomar concomitantemente alprazolam com outras substâncias que interagem com este.

·   Informar sempre o médico acerca de qualquer consumo actual de álcool, drogas e outros fármacos, mesmo os sem prescrição médica. O álcool não deverá ser consumido durante o tratamento com benzodiazepinas.

·   O alprazolam pode ser tomado independentemente das refeições. No entanto, se ocorrer indisposição gastrointestinal aconselha-se a ingerir juntamente com alimentos.

·   Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros juntamente com água ou outros alimentos! Estes não devem ser esmagados, mastigados ou divididos.

·   Se o paciente tomar apenas meio comprimido, deverá rejeitar a metade restante pois esta pode não se manter estável.

·   Não se recomenda a toma de alprazolam durante a gravidez pois há o risco de malformações congénitas. Por isso, deve informar o seu médico se está grávida ou planeia engravidar, ou se engravidou enquanto estava a tomar alprazolam, para ele descontinuar a terapêutica e/ou avaliar os riscos/benefícios de tomar este fármaco durante a gravidez.

·   Informe o seu médico se está a amamentar.

·   O alprazolam poderá causar sonolência e prejudicar os reflexos, por isso, antes de saber quais os efeitos que o alprazolam lhe causam, não deverá conduzir ou operar máquinas perigosas que requerem atenção.

·   Se os sintomas de ansiedade não melhorarem ou piorarem após inicio da terapêutica, ou se ocorrem sintomas adversos, deverá contactar um médico.

·   Não aumente a dose sem antes consultar um médico, mesmo que pense que já não está a fazer efeito. As benzodiazepinas podem causar dependência física e/ou psíquica quando não usadas como recomendadas.

·   Não interrompa a medicação abruptamente, ou reduza a dose sem antes consultar o seu médico, caso contrário há o risco de desenvolver síndrome de privação! Se desejar parar com a medicação, deve falar com o seu médico para fazer um plano de redução gradual da dose.

·   Manter fora do alcance das crianças.