CONTRACEPTIVOS ORAIS

 

Caixa de texto:  TIPOS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS

 

   Existem três tipos de contraceptivos orais: Pílula combinada, Mini-pílula e Pílula do dia seguinte.5

  

 

 

   Constituída pela combinação de dois derivados sintéticos do estrogénio e da progesterona. De acordo com o teor de cada um destes derivados, as pílulas combinadas podem ser classificadas em:5

   Monofásicas: Este método utiliza uma associação em doses baixas e fixas de estrogénio e progestagénio ao longo de todo o ciclo.2       

     Existem disponíveis no mercado farmacêutico:

      embalagens calendário em que se administra um comprimido durante 21 dias. A administração seguinte começa 7 dias depois da última dose e neste período ocorre hemorragia de privação.3

      embalagens com comprimidos para um mês de tratamento em que nas três primeiras semanas são administradas pílulas activas (contendo hormonas) e na última semana um placebo que pode conter um suplemento de ferro.3,4 Tomam-se sem interrupções, contendo cada embalagem 28 comprimidos, dos quais os sete últimos não possuem hormonas. Pretende-se, com isto, que não haja esquecimento na toma dos comprimidos, que passa a ser contínua.4

 

   Multifásicas: também chamadas de bifásicas e trifásicas, utilizam uma associação de estrogénio e progestagénio de baixa dosagem, das quais a dose deste último varia em duas ou três fases ao longo do ciclo, respectivamente.2,5

       Foram desenvolvidas com o objectivo de reduzir os efeitos secundários dos contraceptivos orais, incluindo hemorragia durante o ciclo e amenorreia, associados a níveis elevados de hormonas.5

 

   A pílula combinada é uma forma muito eficaz de controlo de nascimento. Quando as mulheres a tomam correctamente, menos de 1 em 100 vai engravidar durante o primeiro ano de uso, no entanto, quase 8 em 100 utilizadoras típicas (8%) vão engravidar.  Isto deve-se a uma toma incorrecta (falha de um ou mais comprimidos durante o ciclo) ou a uma má absorção do comprimido (devido a vómitos, por exemplo).16 

   Quando tomada correctamente, a eficácia da pílula combinada em prevenir gravidez é de 98 a 99%.6

  

 

 

  

Caixa de texto:  Pílula Combinada:
Caixa de texto:  Minipílula:
Caixa de texto:  Pílula do dia seguinte:

  

   Projectada para evitar a gravidez após relações sexuais desprotegidas (quando o método contraceptivo usado falha ou não foi utilizado). Existem dois tipos de contraceptivos de emergência: um contendo apenas progestagénios (progestativos) e outro contendo progestagénios e estrogénios (estroprogestativos).5,7 Os contraceptivos de emergência são similares às outras pílulas descritas, no entanto, contêm uma maior dose de hormonas.17,18 Os do tipo progestativo são preferíveis, uma vez que, tendo a mesma eficácia, apresentam menos efeitos adversos.18

   Ao contrário da maior parte dos métodos contraceptivos que devem ser usados anteriormente à relação sexual, esta pílula pode ser usada até 3 dias depois. Normalmente, a pílula do dia seguinte é administrada em duas doses com 12 horas de intervalo.7

   Não constitui uma medicação anticoncepcional regular.3

   A contracepção de emergência é utilizada há cerca de 20 anos em muitos países do mundo e foi considerada segura para a saúde da mulher pela Organização Mundial de Saúde (OMS).8

   Os outros tipos de contraceptivos orais  podem, também, ser usados como contracepção de emergência. Para esse efeito, devem ser tomados dois a cinco comprimidos de uma só vez. No entanto, o melhor é confirmar com o médico a dose correcta e o momento em que deve ser tomada.7

   A contracepção de emergência está disponível em Portugal, sem receita médica.7

 

     Este tipo de pílula só contém um progestagénio sendo aconselhável a mulheres para as quais as pílulas contendo estrogénios são fortemente contra-indicadas e ainda em mulheres que estejam a amamentar, uma vez que o estrogénio reduz a produção de leite.5

Para funcionar de forma eficaz, devem ser tomadas à mesma hora a cada 24 horas, tolerando-se um intervalo de atraso de menos de 3 horas.6 A sua eficácia, no entanto, é de apenas 97 a 98% podendo ainda originar ciclos menstruais irregulares.2

Trabalho realizado por Inês Rodrigues Teixeira e Joana Quelhas Lima, no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano lectivo 2007/2008 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião  do Laboratório de Toxicologia da FFUP