Toxicologia 2007

 

 

 

 

 

 Introdução  

 

Absorção

Depois da administração oral, a fluoxetina é quase completamente absorvida. Devido ao “efeito de primeira passagem” no fígado, a biodisponibilidade por via oral é inferior a 90%.

Distribuição

Tal como outros fármacos lipofílicos a fluoxetina apresenta um elevado volume de distribuição (Vd), sendo que é o antidepressivo com Vd mais alto dentro do grupo dos SSRIs. A acumulação da fluoxetina é maior nos pulmões, enquanto que no cérebro esta acumulação é inferior à verificada para os outros SSRIs.

A fluoxetina e a norfluoxetina são distribuídas no leite materno.

As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 6 a 8 horas. A biodisponibilidade sistémica não parece ser afectada pelos alimentos. A fluoxetina liga-se fortemente às proteínas do plasma e distribui-se largamente pelos tecidos. Concentrações plasmáticas estáveis são alcançadas após doses contínuas durante várias semanas e, após doses prolongadas, são similares às concentrações obtidas em 4 a 5 semanas.

Metabolismo

A fluoxetina é extensivamente metabolizada no fígado a norfluoxetina (seu metabolito primário activo) e a outros metabolitos não identificados.

O tempo de semi-vida da fluoxetina é de 4 a 6 dias e a de seu metabolito activo (norfluoxetina) é de 4 a 16 dias. A ligação proteica é de cerca de 95%.

A fluoxetina usada clinicamente é uma mistura racémica de enantiómeros R- e S- em quantidades iguais. Ambos os enantiómeros são activos, de acordo com estudos em animais, porém a S-fluoxetina é eliminada mais lentamente. Acredita-se que o metabolismo seja mediado principalmente pelas isoenzimas CYP2D6 e CYP2C9, com uma moderada contribuição da isoenzima CYP2C19 e ainda uma pequena contribuição da CYP3A4,do citocromo P450. Esta metabolização leva à formação dos enantiómeros R- e S- da norfluoxetina, com o S-enantiómero sendo considerado tão activo quanto o fármaco original; o R-enantiómero parece ser  muito menos activo. Este metabolismo é sujeito ao polimorfismo genético de duas isoformas do citocromo P450 - CYP2D6 e CYP2C19 – que dividem a população em duas sub-populações: os “metabolizadores normais” e os “metabolizadores lentos”. Estes últimos apresentam valores abaixo dos normais para estas duas isoformas, e portanto são menos susceptíveis a interacções fármaco-fármaco que envolvam estas isoenzimas.

Excreção

A excreção da fluoxetina e dos seus metabolitos ocorre maioritariamente através da urina, sendo que menos de 10% é fluoxetina não metabolizada ou fluoxetina N-glucuronido.

 

    

 

 

 

 

Dados de Bioeqüivalência

As informações gerais de disponibilidade oral, ligação no plasma, tempo de semi-vida e pico de concentração máxima da fluoxetina, são os seguintes:

  • Ligação no plasma: 94%
  • Tempo de semi-vida: 53 ± 41 horas
  • Pico de concentração máxima, com uma dose oral de 60 mg de fluoxetina administrada diariamente por 1 semana: 6-8 horas

  • Pico de concentração máxima, com uma dose oral de 60 mg de fluoxetina administrada diariamente por 1 semana: 200-531 ng/mL

 

 

 

 

 

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