Codeína

Papaver Somniferum (1)

Os opiáceos constituem um grupo de fármacos que se caracterizam por ter afinidade selectiva para os receptores opióides, induzindo analgesia sobre o sistema nervoso central e outros efeitos daí adjacentes. O principal representante deste grupo é a morfina, um alcalóide extraído da papoila Papaver somniferum.

O ópio, extracto do suco desta papoila, contém ainda outros compostos tais como: codeína, tebaína, papaverina, noscapina... Este foi introduzido na Grã-Bretanha no final do séc. XVII com uma componente social já que causava estados eufóricos. Era habitualmente tomado por via oral na forma de “tintura de láudano”, sendo um símbolo aristocrático até metade do século XIX. Nesta altura a dependência tornou-se mais preocupante com a administração endovenosa. Contudo, foi utilizado, durante milhares de anos, para fins medicinais uma vez que provocava analgesia e sono, além de prevenir a diarreia.

A estrutura da morfina, foi determinada em 1902 e desde então foi possível a semi-síntese e síntese de outros compostos análogos desta, entre eles o nosso composto de estudo, a codeína.

A codeína, também designada metilmorfina, é um alcalóide opiáceo que pode ser obtido de duas formas, directamente da papoila ou sinteticamente por metilação da morfina. (2)

Trabalho por Marina Barros e Maria Miguel Correia realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano lectivo 2007/2008 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP).

Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião do Laboratório de Toxicologia da FFUP