O Clenbuterol é um fármaco utilizado em humanos e animais para o tratamento de doenças a nível respiratório e, apenas em animais, como agente tocolítico.

        

         Porém, descobertas as suas propriedades anabolizantes e redutoras de tecido adiposo, divulgou-se a sua utilização com outros fins. Se por um lado recorrem a ele atletas e culturistas que procuram músculos perfeitos e volumosos, ou quem pretende definir a silhueta;

 

         Por outro, produtores de gado bovino passaram a utilizar o clenbuterol como suplemento alimentar de modo a melhorar o ratio músculo/gordura dos seus animais. As vantagens económicas são evidentes.

 

Porém, este fármaco tem grande capacidade de acumulação, principalmente ao nível do fígado, e baixa taxa de eliminação, pelo que uma simples refeição se pode tornar num potente tóxico dado o teor de resíduos de clenbuterol existentes nos tecidos animais ingeridos.

 

         Por todo o Mundo, estão descritos vários casos de intoxicações agudas por clenbuterol veiculado em carne contaminada.

 

Recorreram às Urgências dos Hospitais pessoas com sintomas maioritariamente a nível cardíaco e gastrointestinal.

 

         Da parte do consumidor não há nada a fazer pelo que é justificável a total proibição do uso do clenbuterol em gado de consumo humano e a restrição e controlo no que se refere à utilização do clenbuterol com fins terapêuticos.

 

 

Ermelinda Fernandes

 

 

Introdução

 

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano lectivo 2007/2008 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP)

Este  trabalho  tem  a  responsabilidade  pedagógica  e  científica do  Professor Doutor Fernando Remião do Laboratório de Toxicologia da FFUP