ESTRICNINA

1. O que é a Estricnina?

      A estricnina é um pó branco, cristalino, sem odor, de sabor amargo. Pode ser ingerida, inalada, ou administrada numa solução intravenosa. É um veneno forte, produzindo efeitos graves quando presente em quantidades diminutas, podendo mesmo ser letal.

2. Onde é encontrada e em que é utilizada?

      Provém da árvore Strychnos nux-vomica, originária do sul da Ásia e Austrália. No passado a estricnina encontrava-se disponível em formulações farmacêuticas usadas para o tratamento de várias doenças em humanos.
      Actualmente a estricnina é usada principalmente como pesticida, particularmente para dizimar ratos. Contudo também pode ser utilizada na adulteração de drogas como a heroína, cocaína, anfetaminas e LSD.

Retirada de: http://www.eco-planet.com/herbalextracts/Strychnos%20Nux-vomica.htm

3. Como posso ser exposto à Estricnina?

      Através da ingestão de água e alimentos contaminados, inalação de pó e via intravenosa. A estricnina pode, ainda, ser fumada e cheirada como componente de “drogas de rua”.

4. Qual o modo de actuação da Estricnina?

      A extensão do envenenamento depende da quantidade, da via de exposição, do estado de saúde bem como do tempo de exposição.
      Interfere com receptores nervosos tendo como consequência espasmos severos e dolorosos. Apesar de numa primeira fase a capacidade de raciocínio e consciência não serem afectadas, eventualmente os indivíduos sucumbem após exaustão respiratória.

5. Quais os sinais e sintomas relacionados com a exposição a este composto?

      Após a ingestão de estricnina os sintomas de envenenamento aparecem normalmente passados 15 a 60 minutos.
Indivíduos expostos, por qualquer via, a doses baixas ou moderadas apresentam os seguintes sinais ou sintomas:

  • Agitação;
  • Apreensão ou medo;
  • Desassossego;
  • Espasmos musculares dolorosos que podem levar a febre e problemas a nível renal e hepático.
  • Arqueamento incontrolável do pescoço e costas;
  • Braços e pernas rígidas;
  • Dores musculares;
  • Dificuldade em respirar;
  • Urina escura;

      Indivíduos expostos a elevadas doses de estricnina apresentam os seguintes sinais ou sintomas nos primeiros 15 a 30 minutos de exposição:

  • Falha respiratória podendo conduzir à morte;
  • Morte cerebral;

      Salienta-se que um indivíduo que demonstre estes sinais e sintomas não significa necessariamente que tenha sido exposto a estricnina.

6. Quais os efeitos na saúde a longo prazo?

      Em caso de sobrevivência não é provável que existam efeitos nefastos a longo prazo. No entanto, efeitos a longo prazo podem ser resultado de danos causados pelo envenenamento como, por exemplo, lesão cerebral (em virtude da falta de oxigénio) e falha renal.

7. Como me posso proteger e o que devo fazer em caso de exposição à Estricnina?

      Dado que a via oral é a principal via de exposição a esta substância, em caso de suspeita de envenenamento deve evitar-se a ingestão de qualquer tipo de compostos, bem como comunicar imediatamente ao 112. A recuperação é possível em caso de intervenção hospitalar imediata. De realçar que não se deve induzir o vómito ou ingerir líquidos.

8. Como é tratado o envenenamento por Estricnina?

      O tratamento consiste na remoção da substância do corpo, em associação com cuidados hospitalares que incluem administração de fluidos intravenosos, medicação para convulsões e espasmos, tal como medidas para baixar a temperatura. [6]

Retirada de: http://scientific-misconduct.blogspot.com/2007_11_01_archive.html

2010 | Toxicologia Mecanística | Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto