Comunicação do risco

Fontes: [12] [13] [22] [41]
Fig. 15 - [22]

-Doentes com hipersensibilidade ao Propofol, ovos e produtos de soja (devido aos excipientes da formulação);

-Indução da anestesia geral em crianças com idade inferior a 3 anos e na manutenção da anestesia geral em crianças com idade inferior a 2 meses;

-Sedação de crianças com difteria ou epiglotite a receber tratamento intensivo;

-Doentes em unidades de cuidados intensivos com idade igual ou inferior a 16 anos;

-Não deve ser usado em doentes com insuficiência cardíaca ou outras doenças graves do miocárdio;

-Não está recomendado em associação com terapia electroconvulsiva (ECT);

-Não deve ser usado para anestesia em obstetrícia;

-Não deve ser usado durante a gravidez.

Fontes: [12] [13] [22]

-A administração concomitante com outros depressores do SNC (álcool, barbitúricos, benzodiazepinas, etc.) pode aumentar os efeitos sedativos, anestésicos e cardiorespiratórios do Propofol;

-O Propofol provoca apnéia após injecção intravenosa, de poucos segundos de duração, mas potenciada pelo uso simultâneo de opióides e/ou benzodiazepinas; [21]

-Nos pacientes pediátricos, a administração de Fentanilo juntamente com Propofol pode resultar em bradicardia grave; [11]

-Produtos à base de plantas, incluindo a erva de São João (Hipericão) podem interagir com o Propofol.

Fontes: [9] [12] [13] [22]
Antes de utilizar o Propofol, deve informar o seu médico ou farmacêutico se:

    - Está grávida, planeia engravidar ou amamentar;

    - Tem alergia a algum medicamento, alimento ou outras substâncias;

    - Tem inflamação do pâncreas;

    - Tem níveis elevados de lípídios (triglicerídeos e colesterol) no sangue;

    - Tem epilepsia;

    - Consome com frequência bebidas com álcool ou cafeína;

    - Fuma ou usa drogas ilícitas.

Os pacientes devem ser avisados de que após a anestesia geral, o desempenho de actividades que exijam maior capacidade mental pode ser afectado, como a condução de veículos, a utilização de máquinas ou assinar documentos legais.
O doente deve ser acompanhado no regresso a casa após a anestesia.
Fig. 16 - Após a anestesia geral as capacidades mentais são afectadas. [22]
O paciente não deve ingerir álcool, fármacos antidepressivos, ou outros medicamentos, pelo menos 24 horas após o uso de Propofol, a menos que aprovado pelo seu médico e/ou farmacêutico.
Fontes: [9] [11] [12]
Os estudos não revelaram riscos relevantes para o ser humano, segundo estudos de farmacologia pré-clínica, nomeadamente de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva.
O abuso do Propofol é relativamente raro, mas há relatos de casos de administração para fins recreativos, porque induz o relaxamento ou sono, pode causar euforia leve, fantasias sexuais ou desinibição sexual ao acordar. Assim, os principais efeitos a curto prazo incluem euforia leve, alucinações e desinibição, mas a longo prazo, o seu uso parece causar dependência. Em geral, os casos de morte relatados são devido ao uso médico do Propofol, enquanto que as mortes por finalidade recreativa são raras.
Têm sido descritas situações de auto-administração de Propofol por profissionais de saúde (principalmente anestesistas e enfermeiros) devido ao fácil acesso que têm ao fármaco. Alguns especialistas dizem que o abuso está a aumentar devido à falta de controlo. Os medicamentos devem ser bem geridos para evitar o risco de desvio, incluindo a restrição ao seu acesso nos hospitais.
Fig. 17 - Efeitos psico-químicos do Propofol. [22]
O próximo vídeo do canal americano The Boston Channel documenta o abuso do anestésico por pessoal médico: [44]
Vídeo 4. Propofol abuse deadly and growing. The Boston Channel, em 03/09/2009. [44]